Gaeco mira suposto esquema de propina entre ex-comissionado e instituição de ensino em Criciúma

O Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco) deflagrou, na manhã desta quinta-feira (5), a Operação Ubiquidade, em Criciúma e Balneário Rincão.
A ação investiga um suposto esquema de corrupção envolvendo um ex-ocupante de cargo comissionado da Prefeitura de Criciúma e diretores de uma instituição de ensino da região.
Segundo o Ministério Público de Santa Catarina (MPSC), os fatos teriam ocorrido entre os anos de 2021 e 2024.
Ao todo, nove mandados de busca e apreensão foram cumpridos para recolher documentos e materiais que possam comprovar as irregularidades.
A apuração aponta para a utilização de um instrumento fraudulento com o objetivo de viabilizar o pagamento de propina a um ex-agente público.
De acordo com o MPSC, o investigado teria se valido de sua influência na gestão de fundos municipais para favorecer a implantação de um centro de serviços educacionais em Criciúma.
Como contrapartida, a instituição de ensino teria contratado uma empresa registrada em nome da esposa do agente público.
A empresa, tratada como possível fachada, recebeu pagamentos parcelados por supostos serviços de apoio administrativo.
No entanto, não possuía funcionários registrados e a proprietária mantinha outro vínculo profissional com carga horária incompatível com o contrato.
Para os investigadores, o conjunto de indícios reforça a suspeita de que os serviços não foram efetivamente prestados.
O Gaeco busca agora confirmar as informações já levantadas e identificar todos os envolvidos no esquema.
As investigações tramitam sob sigilo judicial, e novas informações dependem de autorização da Justiça.
Em nota, a Prefeitura de Criciúma informou que os fatos investigados são anteriores à atual gestão.
A administração municipal afirmou ainda que permanece à disposição para colaborar com as investigações.
