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Troca-troca no andar de cima

As trocas de partido na Câmara e no Senado influenciam na força partidária brasileira

Camara Federal.
06 Abril 2026 | Segunda-feira 08h06
Uma primeira constatação possível ao término da janela partidária, e observadas as mudanças de partido e tamanho dos partidos nos leva a uma conclusão simples: o pais está ficando cada vez mais à direita.
Terminou no sábado o período para trocas de partidos. Isso significa uma reorganização das forças políticas.
Se olharmos para a Câmara e o Senado, que é onde de fato é dado o tom do Poder, vereamos que das 120 mudanças entre 513 deputados a maioria foi à direita.
 
E o partido que mais cresceu foi o PL de Jair Bolsonaro. É hoje a maior bancada da Câmara. Chegou a 100 de 513.
O PT manteve a sua média. O partido do presidente Lula permaneceu no posto de segunda maior bancada, com 67 deputados.
O terceiro partido é o União Brasil que foi quem mais perdeu. Foram 28 deputados que saíram, enquanto 21 entraram. O União Brasil ficou com 51 deputados.
O PSDB cresceu um pouquinho, enquanto o PDT encolheu proporcionalmente. Já partidos como PSD, PP e Republicanos mantiveram estabilidade, refletindo estratégias cautelosas.
 
O tamanho das bancadas tem impacto direto nas negociações políticas. A bancada do Podemos registrou o maior crescimento, saltando de 15 para 27 deputados com 13 reforços e uma saída. Mas os grandes partidos seguem os mais influentes.
 
No Senado, a movimentação também foi intensa, embora sem as restrições da janela para cargos majoritários, mas afetada por projetos eleitorais regionais e nacionais.
João Paulo Messer
Jornalista