EDITORIAL: Mais um dia de apostas em qual será o próximo escândalo a surgir

Por vezes, aqui, fizemos quase que um serviço de previsão. Não do tempo, nem de outro setor qualquer, mas do que vem por aí envolvendo a política nacional. E, neste sentido, não há uma só previsão de que o debate entre os candidatos à Presidência da República entre no campo da comparação das propostas. Isso não pertence mais ao debate eleitoral no Brasil.
Mergulhado em uma crise ética e moral, o Brasil vive seus dias administrando as crises. Ora de um, ora de outro, estas crises invariavelmente têm como pivôs da discussão os nomes mais importantes da disputa ou os seus. E hoje, de novo, abre-se o dia com foco no que pode acontecer daqui para frente, depois que o filho do presidente, justo aquele conhecido pelo apelido de Lulinha, tem sobre os seus ombros.
A aposta que se faz é a previsão de que, em menos de 48 horas, surjam outras manchetes respingando sobre o outro lado da disputa. Sim, porque em um dia a denúncia é de um, no outro, de outro. Sempre o alvo das denúncias são os principais personagens da disputa presidencial. Isso porque ambos têm extensas fichas que preocupam. Têm um passado comprometido. Mas, óbvio, as torcidas organizadas veem apenas o passado manchado do adversário do seu candidato. E é assim que a banda toca nestes últimos tempos. Hoje não é diferente. Há muito paramos de escolher propostas e nos debruçamos sobre defender o nosso candidato de preferência.
O noticiário de hoje é feito, de novo, de denúncias e teses sobre o que vai acontecer com o reflexo das novas denúncias.
