EDITORIAL - TSE define prazos e regras para a eleição de 2026

Estão definidas as regras do jogo eleitoral de 2026. O TSE reuniu-se ontem. A Inteligência Artificial é o grande adversário do processo de escolha dos nossos representantes. Foi-se o tempo em que se atribuía às pesquisas a má influência sobre a opinião pública.
Devemos nos vacinar contra influências provocadas por narrativas mentirosas que devem jorrar pela internet. A ferramenta que nos permite dar velocidade à comunicação é, hoje, a mais perigosa arma da sociedade. A internet não pode ser consumida como remédio, mas deve ser manuseada como um perigoso veneno, inclusive em um processo eleitoral como o que se avizinha.
Apesar das medidas e cautelas aprovadas ontem pelo Tribunal Superior Eleitoral, não há a menor esperança de que a eleição deste ano será um jogo limpo. Muito pelo contrário: esse jogo já foi desonesto no passado e se tornará ainda mais perigoso.
Uma arma na mão de cada um, cego ou não, cujo alvo vai do simples leitor ao homem público que decidir entrar no jogo para se apresentar como representante da sociedade. As baixarias, mentiras e ameaças não conseguirão ser controladas, e isso o Tribunal Superior Eleitoral já admitiu. Cabe, por isso, ao eleitor saber que estamos entrando em um jogo perigoso e malicioso.
A interpretação dos fatos precisa ser feita com cautela e checagem. A força dos veículos oficiais se reforça, mas, obviamente, não é imune à amaldiçoada manipulação da opinião pública.
As regras do jogo eleitoral, o calendário e o que deve ser observado foram definidos pelo TSE ontem. O órgão faz o anúncio dessas definições com um ato quase confessional: caberá ao cidadão ser o juiz da verdade, pois a capacidade de fiscalização do órgão regulador fica muito distante da realidade. Será o jogo do Deus nos acuda?
