Diversidade de perfis amplia as possibilidades de articulação política

Na Câmara Federal, temos uma representação que vai dos extremos: Júlia Zanatta, à direita, e Giovana Mondardo, à esquerda. Mas há outros perfis que merecem atenção.
José Milton Scheffer entra na cota da bancada do agro, um setor com forte presença na nossa economia. E há Júlio Garcia, talvez o melhor exemplo de que política também se faz com diálogo.
Respeitado por diferentes correntes, já foi eleito quatro vezes presidente da Assembleia Legislativa, sempre por unanimidade. É um parlamentar que representa equilíbrio e capacidade de conversar para além das diferenças ideológicas. Isso, somado ao conhecimento dos meandros da política, é uma habilidade que tem valor em qualquer ambiente.
Na bancada estadual, temos quatro reeleitos e três novos nomes. Entre eles, o delegado Ulisses chega com uma representação mais próxima do governador Jorginho Mello e com o peso da segurança pública.
Guilherme Colombo, do PL, tem forte alinhamento com o governador e também carrega a referência política de sua esposa, Júlia Zanatta, na Câmara Federal.
E há Clésio Salvaro, que é novo nessa composição, mas não é novato na política. Chega com a experiência de quem conhece o Legislativo e também já viveu o Executivo. A dúvida sobre sua permanência durante todo o mandato existe, mas sua trajetória pode ser um diferencial importante.
Por isso, olhando para o conjunto, a impressão é de que o Sul pode ter uma representação estadual e federal mais qualificada. Porque, convenhamos, a representação que estivemos acostumados a ter nos últimos anos deixou a desejar.
Agora, mais do que contar cabeças, será preciso transformar essa diversidade de perfis em força política, diálogo e resultados para o Sul.
