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O Gre-Nal está empatado

EDITORIAL: Neste jogo só tem balão. Um espetáculo dos horrores

Dois candidatos, um empate e um eleitorado dividido
19 Outubro 2026 | Segunda-feira 07h33

A reta final das eleições virou aquele clássico arrastado do fim da temporada: parece a dupla Gre-Nal, com os dois lados brigando para não cair. Ambos acumulam alta rejeição e disputam esse confronto em um jogo truncado, cheio de caneladas, faltas bobas e balão para o alto a toda hora.

O juiz parece embriagado, fingindo que não vê metade do que acontece, deixando a partida correr e demonstrando claramente para quem está torcendo.

Nesses gramados, o fator local costuma fazer diferença, mas o que se vê no estádio é uma arquibancada com muito mais gente torcendo contra o rival do que empurrando o próprio time.

No Gre-Nal de ontem, digo, no debate, as chances de gol terminaram no mais puro empate. Flávio Bolsonaro chegou a chutar uma bola na trave quando trouxe à tona o tema da Roberta Lusinguer, mas se atrapalhou feio na zaga ao ficar sem resposta sobre o dinheiro do Vorcaro.

Enquanto isso, do outro lado, Lula quase marcou um gol contra ao chamar o carioca de malandro, demorando para restabelecer o esquema tático depois do susto daquela primeira bola na trave.

No fim das contas, a sensação é de que a partida segue empatada, e os técnicos vão ter que convocar as torcidas para decidir no grito.

E a prorrogação já tem data e hora marcadas para acontecer: o apito final é no próximo domingo.