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Uma poesia à Criciúma

Cento e uma razões para amar a centenária Criciúma

Criciúma, orgulho de nossas raízes e inspiração para o futuro..
04 Novembro 2026 | Quarta-feira 10h56
Criciúma, meu chão, meu lugar

Chão de pai, chão de mãe,
colo dos filhos teus,
Criciúma é terra de encontros,
abençoada pelos céus.

É berço do carvão,
da história que não se apaga,
dos parques que encantam os olhos
e da paixão tricolor que nunca acaba.

Viver aqui é privilégio,
é ter um pé na serra, outro no mar,
e a alma cercada de belezas
que a natureza e as pessoas sabem cultivar.

Só não ama Criciúma
quem ainda não a conheceu.
Porque esta cidade abraça quem nasce aqui
e também quem a escolheu
para ver seus filhos nascerem,
crescerem e chamarem de lar
o mesmo chão que um dia aprendeu a amar.

É coisa de sintonia,
de encontro, de sinergia,
é a natureza conspirando
para transformar lugar em poesia.

Aqui a gente se encontra
entre Porto Alegre e Florianópolis,
com um pouco de cada mundo
e uma identidade que é só nossa.

Na fala, o chiado açoriano,
o tchê gaúcho, o sotaque castelhano.
No prato, uma dúvida danada:
churrasco ou peixe da praia?
Mas, no fim, a preferência é pelo xis-salada,
e tem que ter gostinho!
Gostinho de Criciúma,
daqueles que não se encontram em qualquer cantinho.

E quando o assunto é futebol,
não adianta querer discutir.
A gente não acha, tem certeza:
o Heriberto Hülse é a nossa Bombonera!
Ali a paixão tem endereço,
tem bandeira, tem suor,
tem uma cidade inteira
vestindo a camisa do Tigre com amor.

Daqui a gente mede a distância para o mundo.
Se é perto, é nosso.
Se é longe, a gente logo chega.
Porque Criciúma tem esse jeito:
não conhece fronteiras
quando o coração deseja.

Não existe Disney melhor
que os parques que são nossos quintais.
E nem a Times Square tem mais encanto
que a Praça Nereu Ramos.
Ali pulsa a cidade,
ali se cruzam histórias,
ali se encontram gerações,
ali Criciúma se reconhece
em seus próprios passos e memórias.

Entre os morros Cecchinel e do Céu,
a vida ferve, a cidade acontece.
No verão, o calor do solo carvoeiro
parece que até a panela aquece.
Mas quando chega o inverno,
o frio mostra que também tem seu poder.
E o apelo é por um bom peleteiro
que dê conta de nos aquecer.

Porque o corpo pode até sentir frio,
mas a alma, essa não esfria.
Está aquecida pela nossa gente,
pela história e pela alegria
de pertencer a este lugar
que é mais do que geografia.

Se for para viver aqui,
que seja por toda a vida.
Se for para viver em outro lugar,
que esse lugar seja Criciúma!

Sim, porque não tem jeito,
não há como escapar:
a gente se apaixona por este cantinho celeste,
por este pedaço de mundo
que escolhemos para chamar de lar.

E se alguém disser que exagerei,
que me perdoe pela emoção.
É que Criciúma não cabe em versos,
não se explica numa canção.

Eu teria mais cem razões,
e talvez ainda mais uma,
para convencer qualquer coração
de que não existe amor maior
do que aquele que sentimos
pela nossa querida Criciúma!

Porque Criciúma não é apenas o lugar onde a gente vive. É o lugar que vive dentro da gente.

 

João Paulo Messer
Jornalista