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O Brasil quer o direito de errar

Uma leitura ao desejo dos brasileiros direitos

21 Outubro 2026 | Quarta-feira 15h07
Poxa, me parece muito óbvio que os brasileiros não estão morrendo de amor por Flávio Bolsonaro, só querem umaopção à presidência da república. Tornar todos os eleitores do 22 cegos apixonados é um grande equivoco. A maioria, pelo menos no meu redor, sabem que o risco do erro é grande. Que Flávio tem teto de vidro, que a família está interessada em instalar-se no Palácio do Planalto e tudo isso que alguém pode argumentar. Saabem que a emenda pode sair pior do que o soneto, que o que está por vir põe o risco de um quadro ainda pior.

O brasileiro que está agora votando em Flávio é porque não suporta mais o PT e Lula. Estigmatizado como pai dos pobres, virou o pai dos ladrões. A imagem é a do presidente que tirou os brasileiros da miséria, mas jogou muitos na lama. Alias, enlameou-se todo. Hoje o presidente Lula é visto como um ladrão, mesmo que se ponha a abrir todos os seus sigilos. As artimanhas até então usadas desgastam qualquer nova tentativa.

O que o povo parece disposto é pagar o preço de uma nova exériência. O pai não fez o governo dos seonhos e o filho não parece muito melhor, muito menos parece limpo o suficiente para sentar à cadeira de presidente como os brasileiros desejam, mas não é quem está lá hoje.

Creio que a decepçao será inevitável. Flávio não vai chegar desmontando o aparelhado Supremo Tribunal Federal porque tem teto de vidro. Não vai escalar os quatro Ministros a que tem direito com o perfil de terrivelmente corretos. Não, ele vai ratear os ministérios e as cadeiras de ministros entre os parceiros do Centrão. Sim, tudo isso o brasileiro sabe. O que o brasileiro quer é o direito de errar.

E nao importa se Flávio não vai abrir as contas como o seu adversário propõe porque ele sabe que se fizer isso a esprança brasileira pode ser frustrada antes do dia 25 e depois deste dia ninguem mais vai querer saber dos seus sigilos. Pelo menos não até que venha um novo tempo de eleição.
João Paulo Messer
Jornalista