Deputado eleito avalia o novo desenho político

O deputado federal eleito Júlio Garcia fez uma avaliação do resultado das eleições de 2026, nesta terça-feira. Foi no Programa João Paulo Messer da Rádio Eldorado, mesmo espaço que ocupou bem antes da eleição com a previsão de que o Sul faria tinha fortes chances de fazer sete deputados federais. Na ocasião embasou seu raciocínio que se confirmou.
Nesta terça-feira ele não só lembrou este fato como rechaçou o rótulo de onda para a votação de muitos aliados de Bolsonaro como definiiu melhor. Disse que não se trata de onda, mas de uma eleiçao nacionalizada. Ou seja, para ele, mais do que uma onda eleitoral, houve um movimento do eleitor em torno da eleição presidencial, com reflexos diretos nas demais disputas. Segundo Garcia, o eleitorado acabou verticalizando o voto a partir da escolha para presidente da República
Garcia elegeu-se deputado federal assim como Júlia Zanatta, Ricardo Guidi, Daniel Freitas, Geovania de Sá, Giovana Mondardo e José Milton Scheffer
De 16 cadeiras na Câmara Federal, o sul ocupará sete..
Ao falar sobre o desempenho do PSD e de João Rodrigues, Garcia avaliou que o resultado estadual não pode ser explicado apenas pela nacionalização da eleição. Na sua leitura, houve problemas de comunicação e uma sucessão de erros na campanha. Segundo ele, apesar da grande coligação, as lideranças não conseguiram fazer com que a articulação chegasse efetivamente às bases.
A nova composição da Assembleia Legislativa também entrou na conversa. Experiente no Parlamento catarinense, Garcia afirmou que a renovação permaneceu dentro de um padrão histórico. Ressaltou ainda que a mudança de nomes não ocorre apenas pela derrota de quem busca a reeleição, mas também pela decisão de parlamentares de disputar outros cargos ou seguir novos projetos políticos.
Outro ponto destacado foi o desempenho do PL na Assembleia. Segundo Garcia, a eleição de 16 deputados estaduais pelo partido representa um resultado histórico e deixa a futura composição do Legislativo bastante favorável ao governo de Jorginho Mello.
Júlio Garcia também projetou o segundo turno da eleição presidencial. Para ele, Flávio Bolsonaro chega à nova disputa como favorito, especialmente pelo desempenho no primeiro turno e pelos apoios políticos conquistados após a votação. Na avaliação de Garcia, o cenário construído pelas urnas coloca Flávio Bolsonaro em posição privilegiada para a disputa final pela Presidência da República.
