Editorial: O STF me sugere sair com nariz de palhaço. À luta

Bom dia, trabalhadores deste país! Um excelente dia para você que levantou do amado colchão antes das seis da manhã, tomou aquele café passado meio correndo e já encarou o transporte público ou o trânsito travado. Afinal, a vida é bela, o trabalho dignifica o homem e os boletos no final do mês não se pagam sozinhos, não é mesmo?
Mas convenhamos: enquanto você está aí, suando a camisa de segunda a sexta e, às vezes, também no fim de semana, existe um lugar em Brasília onde o tempo parece correr em ritmo completamente diferente. Um lugar de togados iluminados, onde o ar-condicionado é sempre perfeito, as lagostas são servidas com vinho premiado e qualquer dúvida existencial parece se resolver com uma canetada de efeito vinculante.
Pois é, meus amigos. Apesar de o Supremo Tribunal Federal estar sempre ali, no topo da Praça dos Três Poderes, como uma pedra no caminho de muitos brasileiros, a gente precisa continuar trabalhando.
É fascinante pensar que, enquanto tentamos produzir, gerar emprego, vender o almoço para comprar o jantar e sobreviver à burocracia diária, decisões tomadas em Brasília continuam interferindo diretamente na vida do cidadão.
Na visão crítica deste editorial, interpretações e decisões da Corte ampliam cada vez mais o debate sobre os limites de sua atuação e seus reflexos sobre a liberdade, a produção e a própria relação do brasileiro com o Estado.
Se o brasileiro cai, levanta e tenta dar dois passos à frente, lá está a pedra. Não uma pedra qualquer, mas uma pedra ornada em veludo, cercada de formalidades e jurisprudências, pronta para provocar novos questionamentos sobre os limites entre os Poderes.
Mas fiquem tranquilos! Brasília pode continuar decidindo muita coisa, mas a sua marmita ainda depende do seu esforço.
Por isso, sacuda a poeira, contorne mais essa barreira institucional e tenha um ótimo e produtivo dia de trabalho.
À luta!
