Enfrentamento com a presença de Jorginho Mello e tom de debate forte

Valeu o tempo dedicado a assistir ao debate transmitido pela NSC na noite de terça-feira (29), entre os quatro candidatos ao governo de Santa Catarina. Participaram Gelson Merisio (PSB), João Rodrigues (PSD), Jorginho Mello (PL) e Ralf Zimmer (PRD). Com a reta final, o tom, óbvio, foi marcado pelo confronto direto e pela polarização entre o atual governador e a oposição.
Enquanto o governador Jorginho Mello se posicionou como candidato da direita, Gelson Merisio, de esquerda, João Rodrigues permaneceu numa posição de independência. Possivelmente, João Rodrigues evita atacar a esquerda esperando estar no segundo turno, quando vai precisar deste voto. Pode não ocorrer segundo turno e, neste caso, João Rodrigues saiu como o grande derrotado.
A troca de ataques pessoais e até de acusações entre João Rodrigues e Jorginho Mello elevou o clima. O momento mais tenso do debate ocorreu entre ambos. João Rodrigues questionou a evolução patrimonial da família de Jorginho Mello e criticou publicações feitas pela candidatura do governador com ataques de campanha que teriam como alvo sua própria família.
A reação de Jorginho veio com episódios antigos e questionando a conduta de João Rodrigues, inclusive acusando-o de desrespeito familiar em plenário, com aquela espiada em conteúdo pornográfico no celular, no plenário da Câmara dos Deputados. Jorginho tentou pedir um direito de resposta, mas não conseguiu.
Já o candidato Gelson Merisio também foi para o ataque ao que o governo do Estado vem divulgando. Disse que a propaganda oficial é diferente da entrega real, especialmente em áreas como rodovias e hospitais. Ele também cobrou o governador sobre os desdobramentos do famoso caso do cão Orelha.
Aliás, os gargalos na infraestrutura rodoviária e a saúde pública, com as filas de atendimento nos hospitais regionais, dominaram os blocos com temas sorteados, por exemplo.
Destaque para a oposição, com Merisio e João Rodrigues cobrando a demora no cronograma de obras estaduais e investimentos de contrapartida federal. Jorginho Mello defendeu os avanços de sua gestão no repasse a hospitais filantrópicos, mutirões de cirurgias e obras viárias executadas.
Fora de Jorginho, teve momento mais acirrado entre Ralf Zimmer e Gelson Merisio, quando falaram da relação institucional com o governo federal.
