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Uma reflexão sobre o crescimeto de Criciúma

A cidade precisa pensar no futuro com a confiança do passado

11 Agosto 2026 | Terça-feira 07h30
Assim como já chamamos a atenção para a visível diminuição da nossa representatividade política no Executivo estadual, vale estendermos o olhar para o que os poderes constituídos e, em especial, o setor de desenvolvimento econômico têm colhido nas últimas décadas.
 
Não se trata apenas de julgar a fotografia de hoje, pois os resultados que a região necessita exigem anos ? às vezes décadas ? de planejamento. Contudo, refletir com coragem é condição indispensável para podermos agir com precisão.
 
Nos últimos tempos, o que mais move o entusiasmo criciumense são as vitórias do Criciúma Esporte Clube, que, entre altos e baixos, garante a cidade no seleto grupo da Série A, ou a inauguração de praças e parques públicos que oferecem lazer e qualidade de vida. Ostentamos com orgulho o título de Capital Estadual dos Parques.
 
Mas será que não passou da hora de questionarmos por que fomos perdendo o protagonismo como Capital Nacional do Carvão? Por que já não celebramos com a mesma força o pioneirismo como berço do piso e do azulejo? A nossa marca de polo regional de desenvolvimento passou a rivalizar, de igual para igual, com cidades vizinhas que um dia nasceram do nosso próprio território.
 
Futebol e espaços de lazer são fundamentais para o bem-estar e a autoestima, mas o orgulho de ser criciumense não pode se resumir a isso. Esta não é uma crítica direcionada a gestões específicas, mas um convite à reflexão sobre o que cada setor pode entregar em favor do coletivo.
 
Vale perguntar se a nossa representatividade na Câmara Federal ? onde temos, de longe, o maior volume numérico de parlamentares da região ? tem gerado os frutos concretos de que o nosso desenvolvimento precisa?
 
Só faço a provocação porque é sim agora o tempo de refletir sobre as entregas. Mais do que isso, é hora de agir movidos pela esperança no futuro, resgatando a capacidade de realização que a nossa própria história já provou que possuímos.
João Paulo Messer
Jornalista