Eleição de governador em SC tem perfil de tripolarização

02 Agosto 2026 | Domingo 12h30
Eu acompanhei todas as principais convenções partidárias em Santa Catarina nestes últimos dias. A que mais me impressionou foi a dos partidos aliados de Gelson Merísio. PSB, PT e PDT, principalmente, mas apoiados ainda por PCdoB, PV, PSol e Rede levaram uma multidão que impressionou, numa terça-feira (21) à noite na sede da Assembleia Legislativa. Vi naquele ambiente um cenário de torcida mais aguerrida na disputa. Para ter ideia o Corpo de Bombeiros interveio pedindo para regular o número de pessoas no ambiente interno, dada a superlotação do ambiente.
A convenção do PL, de Jorginho Mello, e seus aliados, no Centro de Eventos Opus em São José, neste sábado (1º) a tarde, foi disparada a maior. Os organizadores falaram em 15 mil. Não duvido, embora ache ligeiramente exagerado. No ar, entretanto, uma aparente apreensão, não se por conta do que se passou nos bastidores ou o peso de ter que ser o maior e carregar uma megaestrutura em um ato que misturou convenção com ar de lançamento de candidatura.
A convecção dos aliados de João Rodrigues, na Assembleia Legislativa, ficou em terceiro se considerarmos o número de pessoas, estimado pelo olhar. A animação, entretanto, deixou o ambiente maior do que foi. Ressalta-se que o MDB, que ocupou o plenário revelou que ainda tem muito da sua característica de partido raiz. A empolgação de eleição ficou evidente.
Na noite de sexta-feira a convenção do PP foi o tipo de reunião em que o protocolo ficou evidente, ou seja, tem que fazer e o flagrante entendimento de que em se tratando de eleição a uma necessidade, a de eleger Esperidião Amin. O que mais ocorrer na eleição é ganho político a ser guardado pela manutenção da sigla.
Dos discursos dos candidatos ao governo o que teve um conteúdo diferente e um pouco mais denso é o de Gelson Merísio, que justifica estar do lado de partidos da esquerda ocupando uma sigla (PSB) que em Santa Catarina já foi liderada até por Paulinho Bornhausen, com o papel evidente de oferecer uma opção à extrema direita.
Já os discursos de João Rodrigues e Jorginho Mello não apresentaram novidades. Rodrigues por não ter tão evidente assim uma bandeira capaz de sensibilizar o eleitor, enquanto Jorginho repetiu inclusive a bandeira do Universidade Gratuita, ou seja, continuidade do que ele diz e repete está dando muito certo.
Mas foi nas entrevistas coletivas onde apareceu uma fala que chamou a atenção. Foi quando João Rodrigues disse que não é correto dizer que Santa Catarina é o melhor estado do Brasil porque o PT nunca o governou, mas que é referência de gestão justo por aqueles que o governaram como o MDB, o PP e o ex-governador Carlos Moises e que estes estão todos coligados com ele.
?Não é correto dizer que Santa Catarina é o melhor estado do país porque o PT nunca o governo. Não se pode atribuir o sucesso do nosso estado a quem não fez, mas sim devemos atribuir a quem o fez e estes todos estão na minha coligação?, disse João Rodrigues, que entra nesta eleição com a expectativa de que ganhe a simpatia de muitos eleitores por sua habilidade na comunicação.
A convenção do PL, de Jorginho Mello, e seus aliados, no Centro de Eventos Opus em São José, neste sábado (1º) a tarde, foi disparada a maior. Os organizadores falaram em 15 mil. Não duvido, embora ache ligeiramente exagerado. No ar, entretanto, uma aparente apreensão, não se por conta do que se passou nos bastidores ou o peso de ter que ser o maior e carregar uma megaestrutura em um ato que misturou convenção com ar de lançamento de candidatura.
A convecção dos aliados de João Rodrigues, na Assembleia Legislativa, ficou em terceiro se considerarmos o número de pessoas, estimado pelo olhar. A animação, entretanto, deixou o ambiente maior do que foi. Ressalta-se que o MDB, que ocupou o plenário revelou que ainda tem muito da sua característica de partido raiz. A empolgação de eleição ficou evidente.
Na noite de sexta-feira a convenção do PP foi o tipo de reunião em que o protocolo ficou evidente, ou seja, tem que fazer e o flagrante entendimento de que em se tratando de eleição a uma necessidade, a de eleger Esperidião Amin. O que mais ocorrer na eleição é ganho político a ser guardado pela manutenção da sigla.
Dos discursos dos candidatos ao governo o que teve um conteúdo diferente e um pouco mais denso é o de Gelson Merísio, que justifica estar do lado de partidos da esquerda ocupando uma sigla (PSB) que em Santa Catarina já foi liderada até por Paulinho Bornhausen, com o papel evidente de oferecer uma opção à extrema direita.
Já os discursos de João Rodrigues e Jorginho Mello não apresentaram novidades. Rodrigues por não ter tão evidente assim uma bandeira capaz de sensibilizar o eleitor, enquanto Jorginho repetiu inclusive a bandeira do Universidade Gratuita, ou seja, continuidade do que ele diz e repete está dando muito certo.
Mas foi nas entrevistas coletivas onde apareceu uma fala que chamou a atenção. Foi quando João Rodrigues disse que não é correto dizer que Santa Catarina é o melhor estado do Brasil porque o PT nunca o governou, mas que é referência de gestão justo por aqueles que o governaram como o MDB, o PP e o ex-governador Carlos Moises e que estes estão todos coligados com ele.
?Não é correto dizer que Santa Catarina é o melhor estado do país porque o PT nunca o governo. Não se pode atribuir o sucesso do nosso estado a quem não fez, mas sim devemos atribuir a quem o fez e estes todos estão na minha coligação?, disse João Rodrigues, que entra nesta eleição com a expectativa de que ganhe a simpatia de muitos eleitores por sua habilidade na comunicação.

João Paulo Messer
Jornalista
