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O que está ruim pode ficar pior

Editorial: Lamentara indiferença dos candidatos do Sul à pauta da região e à campanha do voto Pelo Sul

18 Agosto 2026 | Terça-feira 07h52
Começo o dia com uma nota triste.
Toda nossa aposta. A aposta de entidades lideradas pela ACIC tem colocado esperança no reforço da nossa representação política. Os resultados mais recentes nos remetem a uma representação muito fraca. Sem lideranças do mundo real e fortes apenas no virtual. Sem efeito prático para com as nossas prioridades.
 
Essa pobreza de representação é resultado de escolhas dos eleitores. Por certo embalados por discursos fáceis, lacrações e outras ladainhas sem resultado sentimos a fragilidade de parlamento ausente de forças representativas.
 
Por conta disso a campanha do Voto Regional tem sido intensificada. As instituições unidas anunciaram a poucos dias empenho na conscientização do voto em candidatos da região. Nós dos veículos de comunicação abraçamos a ideia. É boa. Precisamos disso
 
Mas parece que essa não é a preocupação dos novos futuros políticos. A demonstração deste novo elenco de candidatos mostrou estar ?nem aí? para o que realmente a região precisa. A minha dúvida é sobre o que estes novos candidatos pensam trabalhar. Sabem tudo ou nada querem saber.
 
Ontem, as entidades que levantaram uma série de prioridades, fazendo o dever de casa dos políticos os convidou para um evento de entrega das pautas. Tudo pronto, na mão. Fácil para os futuros deputados estaduais e federais trabalharem.
 
Sabe qual foi a resposta destes?
Indiferença. Dos cerca de 16 candidatos a deputado estadual na região sul apenas dois estiveram presentes: (Acélio Casagrande e Irani Alberton). Dos 14 nomes colocados à disputa de deputado federal apenas um: (Carlos Moises) compareceu. Havia ainda dois candidatos ao Senado pelo PSTU e o suplente de senador Genésio Spillere. Nada mais.
 
Parece que os candidatos têm pouca ou nenhuma preocupação com as pautas da região. Estão indiferentes ao que realmente é necessário à região ou não querem se comprometer. Parece mesmo que o que está ruim pode sim piorar. É de lamentar o primeiro movimento dos atuais candidatos.

 
João Paulo Messer
Jornalista