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Mais atenção ao Voto Regional

Ausência de nomes na majoritária aumenta responsabilidade do voto pelo Sul

Voto Regional pelo Sul.
05 Agosto 2026 | Quarta-feira 08h32

O prazo para a definição das candidaturas chegou ao fim e uma constatação preocupa quem vive e produz no Sul de Santa Catarina: mais uma vez, nossa região ficou fora das principais disputas majoritárias. Não haverá um nome do Sul concorrendo ao Governo do Estado nem ao Senado. É um sinal claro de que o peso político construído ao longo de décadas perdeu espaço nas decisões partidárias.

O Sul catarinense sempre teve protagonismo. Foi decisivo em eleições, revelou grandes lideranças e ajudou a escrever capítulos importantes da política estadual. Hoje, porém, assiste ao fortalecimento de outras regiões enquanto vê sua influência diminuir justamente nos cargos de maior poder e capacidade de decisão.

Essa realidade exige reflexão. A ausência em uma chapa majoritária não significa apenas perder visibilidade durante a campanha. Significa reduzir a capacidade de defender prioridades, influenciar investimentos e participar das grandes decisões que moldam o futuro de Santa Catarina.

É por isso que a eleição para deputado estadual e deputado federal ganha ainda mais importância. São os parlamentares que manterão viva a voz do Sul na Assembleia Legislativa e na Câmara dos Deputados. Serão eles os responsáveis por lutar por infraestrutura, saúde, segurança, educação, desenvolvimento econômico e pelos interesses de uma região que continua sendo uma das principais forças produtivas do Estado.

O eleitor precisa compreender que representatividade não acontece por acaso. Ela é construída nas urnas. Quanto maior o número de representantes comprometidos com o Sul, maior será a capacidade de defender projetos, conquistar recursos e garantir que a região continue sendo ouvida.

Mais do que nunca, este é o momento de olhar além das disputas para governador e presidente. O futuro do Sul de Santa Catarina dependerá, em grande parte, da qualidade e da força de sua bancada parlamentar. Se a região perdeu espaço nas candidaturas majoritárias, não pode permitir que também perca voz nos parlamentos. A eleição de 2026 será decisiva para definir se o Sul continuará protagonista ou se aceitará um papel cada vez mais secundário na política catarinense.

João Paulo Messer
Jornalista