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Eleição para medir a força dos partidos

Depois de ondas a eleição de 2026 pode colocar à prova a força dos partidos em Santa Catarina

07 Julho 2026 | Terça-feira 16h06
Nas últimas eleiçoes vivemos as ondas e a polarização. Para 2026 a curioridade repousa sobre o comportamento do eleitor. Se vai manter a onda e tendência de polarização ou os partidos irão resgatar a sua força.

Se contados votos a voto de partidos como MDB e PP, na região Sul de SC, por exemplo, vereamos um cenário que não se reflete nos resultados das eleições, especialmente de 2018 para cá. Os partidos tem força nas eleições municipais, mas não repetem isso nas eleições chamadas de majoritárias.

Viu-se isso em 2018, quando sob sigla do 17 Santa Catarina elegeu o desconhecido, até então, bombeiro Carlos Moisés. Sob a mesma onda 17, elegeram-se outros tantos deputados estaduais e federais e até o senador JOrge Seif, considerado, até mesmo seu partido, um dos mais insignificantes ocupantes de cadeira de SC no Senado.

Em 2026 os extremos, de Bolsonaro e Lula, estão replicados parcialmente. Estão no número 22 com Jorginho Mello (PL), mas não estão no 13 que empresta a sua força ao 40 de Gelson Merísio (PSB). Porém, o candidato de oposição João Rodrigues (PSD) invoca para sí alinhamento a Jair Bolsonaro, mas carrega o número 55.

Rodrigues atraiu o apoio das duas siglas que seguem sendo as mais fortes quando se fala em prefeituras: PP e MDB. Resta saber se estas siglas conseguirão transferir votos sem levar em conta a onda do número.

O que não parece ser dúvida a ninguém é que a Esquerda, com o 13 ou não, mantém a sua fidelidade. Nesta semana isso ficou, de novo evidente, quando da posse do suplente de vereador do PT, Júlio Bitencourt em espaço aberto pela vereadora Giovana Mondardo (PCdoB). O movimento da vereadora é apenas mais uma prova de unidade. Independentemente da abertura do espaço ao suplente do PT, ela terá o apoio maciço do partido de Júlio, e de outros da Esquerda, para disputar uma vaga na Câmara Federal. O mesmo ocorre com o advogado Arlindo Rocha, que já foi do PSDB e que até tevealguma resistêncian quando candidatou-se deputado estadual pelo PT, mas que logo superou e hoje recebe inúmeros gestos de petistas da linha mais radical. Afinal, em se tratando da Esquerda a fidelidade é sempre maior à ideologia.

Na eleição para governador a curiosidade é sobre qual será a resposta que os partidos PP e MDB terão dos seus. 
João Paulo Messer
Jornalista