Crise envolvendo Romeu Zema leva o NOVO catarinense a reforçar sua aliança com Jorginho Mello e expõe os desafios da unidade da direita para 2026.

O Partido NOVO em Santa Catarina foi obrigado a administrar uma crise política que nasceu em nível nacional, mas rapidamente alcançou os bastidores estaduais. O estopim foi uma série de críticas feitas pelo pré-candidato à Presidência da República, Romeu Zema, ao senador Flávio Bolsonaro, após a divulgação de informações envolvendo o empresário Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master.
As declarações de Zema provocaram forte reação entre lideranças ligadas ao PL e ampliaram o clima de tensão entre os dois partidos. Em Santa Catarina, onde NOVO e PL construíram uma das alianças mais sólidas do campo da direita, o episódio gerou preocupação imediata.
O receio era de que um conflito nacional acabasse contaminando o projeto político liderado pelo governador Jorginho Mello e pelo ex-prefeito de Joinville, Adriano Silva, apontado como pré-candidato a vice-governador na chapa de reeleição.
Diante do desgaste, o diretório catarinense decidiu marcar posição. Mais do que criticar a condução política do caso, a legenda buscou reforçar publicamente que a parceria construída no Estado permanece intacta. O gesto também serviu como recado interno de que a estratégia catarinense não pretende ficar refém das disputas travadas em Brasília.
O episódio expõe um cenário cada vez mais comum na política brasileira: partidos com projetos nacionais e regionais nem sempre caminham na mesma velocidade. E, ao que tudo indica, para o NOVO de Santa Catarina, preservar a aliança com Jorginho Mello tornou-se prioridade maior do que embarcar em uma disputa provocada pelo seu próprio presidenciável.
