A falta de um diálogo prévio com lógicas pode inviabilizar eficiente serviço público em Criciúma

16 Maio 2026 | Sábado 20h31
Um cálculo que ainda não está suficientemente claro no caso da greve dos professores da AFASC é que todas as partes podem sair perdendo. Ao reinvindicar aumentos que pode chegar a 60 por cento em seus salários, os professores podem perder o emprego e o modelo ao qual estão vinculados. O governo municipal pode perder ao adotar o que vem cogitando, ou seja, encerrar o tipo de contrato atual entregando a outro serviço a educação nas creches. Isso seria uma macula na gestão publica, mas pode ser uma alternativa.
A AFASC é hoje um braço da administração púbica à gestão da educação infantil sem que estes números impactem diretamente no caixa principal da administração. Assim o índice de salários pagos é menor em reação à arrecadação. Afora isso permite acomodações políticas importantes, já que as contratações de professores podem ser feitas por meios que não exijam o rigor de um concurso público.
Os profissionais contratados encontram na AFASC uma forma de atuarem na área de educação sem sere submetidos a um concurso público, por vezes indicados por padrinhos políticos. Quando setores como o Ministério Público passarem a questionar o modelo de indicação município e os professores perderão. Legalmente certou ou errado, o modelo da AFASC vem atendendo bem à população. Se ele for questionado o prejuízo é maior se considerarmos o efeito prático em que concursados são menos suscetíveis a cobranças de qualidade do serviço. Hoje profissionais com baixa produtividade podem ser demitidos a quaquer momento.
Por isso considero que se a corda esticar a ponto de romper, o prefeito Vaguinho Espíndola pode romper com a AFASC, contratar uma outra empresa para não incluir o custo na folha de pgamento e passaremos a viver o que se tem hoje nas organizações que atuam na saúde, por exemplo.
O que não tem lógica é um aumento repentino de 60 por cento no custo da folha de pagamento de uma instituição que tem plenejamento anual submetido a aprovação do poder Legislativo, por exemplo e sujeito a análise do Tribunal de Contas do Estado. Nenhum segmento, seja privado ou público suporta um aumento destes na folha de pagamento.
Faltou à AFASC e aos professores uma negociação que não se prendesse a números exclusivos deste ano, mas sim com aumento escalonado.
A AFASC é hoje um braço da administração púbica à gestão da educação infantil sem que estes números impactem diretamente no caixa principal da administração. Assim o índice de salários pagos é menor em reação à arrecadação. Afora isso permite acomodações políticas importantes, já que as contratações de professores podem ser feitas por meios que não exijam o rigor de um concurso público.
Os profissionais contratados encontram na AFASC uma forma de atuarem na área de educação sem sere submetidos a um concurso público, por vezes indicados por padrinhos políticos. Quando setores como o Ministério Público passarem a questionar o modelo de indicação município e os professores perderão. Legalmente certou ou errado, o modelo da AFASC vem atendendo bem à população. Se ele for questionado o prejuízo é maior se considerarmos o efeito prático em que concursados são menos suscetíveis a cobranças de qualidade do serviço. Hoje profissionais com baixa produtividade podem ser demitidos a quaquer momento.
Por isso considero que se a corda esticar a ponto de romper, o prefeito Vaguinho Espíndola pode romper com a AFASC, contratar uma outra empresa para não incluir o custo na folha de pgamento e passaremos a viver o que se tem hoje nas organizações que atuam na saúde, por exemplo.
O que não tem lógica é um aumento repentino de 60 por cento no custo da folha de pagamento de uma instituição que tem plenejamento anual submetido a aprovação do poder Legislativo, por exemplo e sujeito a análise do Tribunal de Contas do Estado. Nenhum segmento, seja privado ou público suporta um aumento destes na folha de pagamento.
Faltou à AFASC e aos professores uma negociação que não se prendesse a números exclusivos deste ano, mas sim com aumento escalonado.

João Paulo Messer
Jornalista
