EDITORIAL - O dia que começa sob pesadas notícias

16 Abril 2026 | Quinta-feira 07h40
Ser brasileiro ultimamente exige um otimismo que beira a exaustão, especialmente ao acompanharmos os desdobramentos da CPI do Crime Organizado.
O que vemos nos noticiários não é apenas a exposição de esquemas ilícitos, mas a confirmação de que o crime deixou de ser uma patologia externa para se tornar parte da fisiologia do Estado.
É desolador perceber que as instituições, que deveriam ser nosso escudo, muitas vezes operam como balcão de negócios para facções e milícias.
A sensação de impotência cresce ao notar que o debate político frequentemente sequestra a gravidade das investigações para transformá-las em palanque eleitoral.
Enquanto Brasília se perde em tecnicismos e blindagens, o cidadão comum sente o reflexo direto dessa omissão no preço do feijão e na insegurança ao dobrar a esquina.
A CPI escancara que a linha entre a lei e a desordem tornou-se uma névoa conveniente para quem detém o poder. No fim das contas, a maior vítima do crime organizado não é apenas o orçamento público, mas a nossa esperança de que um dia este país consiga romper o ciclo de ser governado pelo medo e pela corrupção sistêmica. É um cansaço cívico que nos faz questionar até quando a resiliência será nossa única ferramenta de sobrevivência.
O que vemos nos noticiários não é apenas a exposição de esquemas ilícitos, mas a confirmação de que o crime deixou de ser uma patologia externa para se tornar parte da fisiologia do Estado.
É desolador perceber que as instituições, que deveriam ser nosso escudo, muitas vezes operam como balcão de negócios para facções e milícias.
A sensação de impotência cresce ao notar que o debate político frequentemente sequestra a gravidade das investigações para transformá-las em palanque eleitoral.
Enquanto Brasília se perde em tecnicismos e blindagens, o cidadão comum sente o reflexo direto dessa omissão no preço do feijão e na insegurança ao dobrar a esquina.
A CPI escancara que a linha entre a lei e a desordem tornou-se uma névoa conveniente para quem detém o poder. No fim das contas, a maior vítima do crime organizado não é apenas o orçamento público, mas a nossa esperança de que um dia este país consiga romper o ciclo de ser governado pelo medo e pela corrupção sistêmica. É um cansaço cívico que nos faz questionar até quando a resiliência será nossa única ferramenta de sobrevivência.

João Paulo Messer
Jornalista
