Prefeito Vaguinho entrega ao jurídico o caso que considera político

Depois que cerca de 450 dos pouco mais de 900 professores da AFASC (Associação Feminina de Assistência de Criciúma) decidiram rejeitar a proposta de reajuste de 3,36 por cento e ganho real de 2 por cento, instalou-se uma crise na educação infantil. A primeira reação do prefeito Vaguinho foi de ataque. Dirigiu críticas a quem definiu como ?petezada? e ?sindicatos?, mas não pegou bem.
Ao longo desta terça-feira (28), a estratégia do governo foi alterada. Ao invés do ataque do prefeito, a desconstrução da narrativa que ameaça greve a partir de segunda-feira é feita pelos aliados, começando pelos vereadores. Na sessão do Legislativo, nesta terça-feira (27), vários foram à tribuna apresentar os argumentos que justificam o porquê de a administração não ter como dar o piso do magistério aos professores da AFASC. A síntese é que a lei diz que o piso é para concursados. Na AFASC, os professores são contratados.
A leitura, inclusive em setores do sindicato da categoria, é de que há grande risco de uma greve ser considerada ilegal e, com isso, gerar custas jurídicas e multas à categoria.
