Linha de apoio: Jorginho fecha a direita, tensiona aliados e empurra adversários para o plano B

A meses das convenções, o governador Jorginho Mello (PL) decidiu não esperar o calendário e antecipou o jogo em Santa Catarina.
O anúncio da chapa à reeleição, com as duas vagas ao Senado destinadas a Caroline de Toni e Carlos Bolsonaro, consolida um palanque de identidade ideológica clara e envia recado direto ao eleitor conservador.
Mais do que ampliar apoios, o movimento delimita território e reduz o espaço de João Rodrigues (PSD), hoje o nome mais competitivo fora do eixo governista.
Ao gravar o anúncio ao lado de Flávio Bolsonaro, Jorginho reforça o vínculo nacional do projeto e reacende a polarização como estratégia eleitoral.
Nos bastidores, o União Progressista ensaia desembarque, enquanto o senador Espiridião Amin reafirma pré-candidatura e sinaliza independência.
O MDB observa com cautela, ciente de que cada movimento redefine alianças e reposiciona forças.
No campo da esquerda, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva mantém diálogo com Gelson Merísio e Décio Lima, aguardando o desfecho das composições.
A leitura que se impõe é objetiva: Jorginho aposta na força do primeiro turno para chegar competitivo ao segundo.
Os adversários trabalham com a estratégia inversa, tentando levar a decisão para a etapa final, onde alianças mudam e narrativas se reorganizam.
