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Xeque-mate antecipado

Linha de apoio: Jorginho fecha a direita, tensiona aliados e empurra adversários para o plano B

Governador antecipa alianças e reposiciona a disputa eleitoral de 2026 em Santa Catarina.
24 Fevereiro 2026 | Terça-feira 19h00

A meses das convenções, o governador Jorginho Mello (PL) decidiu não esperar o calendário e antecipou o jogo em Santa Catarina.

O anúncio da chapa à reeleição, com as duas vagas ao Senado destinadas a Caroline de Toni e Carlos Bolsonaro, consolida um palanque de identidade ideológica clara e envia recado direto ao eleitor conservador.

Mais do que ampliar apoios, o movimento delimita território e reduz o espaço de João Rodrigues (PSD), hoje o nome mais competitivo fora do eixo governista.

Ao gravar o anúncio ao lado de Flávio Bolsonaro, Jorginho reforça o vínculo nacional do projeto e reacende a polarização como estratégia eleitoral.

Nos bastidores, o União Progressista ensaia desembarque, enquanto o senador Espiridião Amin reafirma pré-candidatura e sinaliza independência.

O MDB observa com cautela, ciente de que cada movimento redefine alianças e reposiciona forças.

No campo da esquerda, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva mantém diálogo com Gelson Merísio e Décio Lima, aguardando o desfecho das composições.

A leitura que se impõe é objetiva: Jorginho aposta na força do primeiro turno para chegar competitivo ao segundo.

Os adversários trabalham com a estratégia inversa, tentando levar a decisão para a etapa final, onde alianças mudam e narrativas se reorganizam.