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Tempos de eleição

EDITORIAL: Abertura do Programa desta quinta-feira (26)

Na guerra do “nós contra eles”, o voto não pode ser refém.
26 Fevereiro 2026 | Quinta-feira 08h54

Os movimentos políticos do PL, ontem, em Brasília, mostram que, de novo, em 2026, vamos trilhar o caminho da escolha do voto dos brasileiros pela rejeição. Flávio Bolsonaro já toma forma de candidato a presidente. De outro lado, já está definida a pretensão do PT com a reeleição de Lula.

Eleição polarizada não é o melhor caminho, aqui ou em qualquer lugar. A resposta do "sim" ou "não" é muito estreita para que um país vasto se manifeste, mas é o que haverá no novo ano. Parece-me que, pela construção das candidaturas, a tal terceira via, que teve candidatos muito fracos em 2022, se repita em 2026.

Cabe ao eleitor a missão da escolha, e a pior delas é a negação ou a abstenção. Trata-se de um cenário que provoca os brasileiros a optar. A partir de agora, também Santa Catarina, com candidaturas definidas, deve entrar na disputa eleitoral. Uma eleição bastante antecipada para os padrões do eleitor brasileiro. Mas é preciso lembrar que tem sido assim. As escolhas se restringem entre o que não queremos e o que não desejamos. Assim, ficamos praticamente na obrigação, sem a opção de votar com tranquilidade, temendo perder o voto.

É óbvio que teremos outras candidaturas, mas, até pela demora em suas definições, pode-se medir o quanto a polarização vai marcar a eleição. Resta, entretanto, aos brasileiros, a experiência de outros tempos, em que, na briga pelo poder, só quem não pode perder é o cidadão eleitor. Perder amigos, perder relações familiares, perder a saúde, perder a razão de ser eleitor brasileiro. Essa briga do nós contra eles não pode atingir as relações entre os eleitores. Só quem não pode perder somos nós mesmos. Portanto, que sejamos ponderados.