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O que importa e a quem importa

EDITORIAL: Em ano eleitoral, governo tem maiores dificuldades para aprovar matérias

Em ano eleitoral, o interesse político costuma falar mais alto que o interesse público.
03 Fevereiro 2026 | Terça-feira 07h18

Se em anos sem eleição o debate no Parlamento costuma ser tenso, em ano eleitoral essa tensão tende a ser ainda maior. O ano parlamentar começou ontem em todas as esferas: Câmara Municipal, Assembleia Legislativa e Congresso Nacional. Apesar de ser ano eleitoral apenas nas duas últimas instâncias, Estado e União, as paróquias também devem andar agitadas. O fato é que, na política, existe uma permanente disputa por espaço.

Em Criciúma, por exemplo, dois projetos relacionados a um dos mais sérios problemas da atualidade, os moradores de rua, estão pautados, mas não são unanimidade. A oposição, por sua vez, já tem munição para se mostrar presente.

No âmbito estadual, surge a maior curiosidade: qual é o tamanho real de cada bancada. E não se fala apenas em número de parlamentares, mas em poder de articulação. Até então, Jorginho Mello tem aprovado tudo o que enviou. Será que, em ano eleitoral, o caminho dos projetos encaminhados pelo Executivo ao Legislativo continuará tão bem pavimentado. A resposta começa a ser conferida a partir de hoje.

No cenário nacional, já dá para perceber que ou o Governo Federal abre as torneiras, ou o Centrão dá o tom. Aliás, me parece que faltará torneira para segurar o Centrão.

É, começou o ano político.
Resta ao eleitor a habilidade de separar o joio do trigo, o interesse do compromisso.

Que venha o ano eleitoral.