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Deboche nacional

EDITORIAL: Uma leitura da cena ridícula no Congresso Nacional

Quando o debate perde a razão, o espetáculo vira regra..
27 Fevereiro 2026 | Sexta-feira 08h34

A baixaria de ontem no Congresso Nacional é o retrato de um Poder falido. Ao invés do debate, as agressões. Ainda mais ridículos do que os parlamentares que saíram no braço foram os que comemoravam como gazelas soltas, saltitando e gritando.

As cenas de ontem mostram que não existe a menor intenção de justiça, mas a proteção dos seus e a condenação dos adversários, que, neste cenário, se tornam inimigos. Parlamentares que conseguem ser, ao protestar, ainda mais ridículos, pequenos e inservíveis à nação que precisa de equilíbrio.

Os pulinhos, socos no ar e sorrisos debochados preencheram os telejornais ontem. O pior é que os que assistiram à briguinha de palhaços investidos de autoridade revelam-se fantoches de alas radicais.

Nem a decisão de convocar e vasculhar a vida do filho do presidente da República, suspeito de fazer parte de um esquema nojento, ganhou mais espaço do que a briguinha e os pulinhos ridículos dos parlamentares que não foram para o confronto. Quer dizer, os que não são protagonistas ridículos são figurantes igualmente ridículos.

O Brasil não merece. Ou será que merece o que se viu ontem? Não sei. Só sei que ontem foi apenas mais um capítulo da vergonha nacional.

Radicalismo, insanidade e pobreza do Poder Legislativo apenas se comparam aos já falidos demais Poderes. Uma limpa neste Congresso seria uma boa alternativa, mas sabemos que não vai acontecer. Os ridículos, quanto mais ridículos, por certo serão reconduzidos. Afinal, estão lá porque pagar de ridículo neste país virou credencial para o acesso ao Poder. Que vergonha.