Santa Catarina supera 6 milhões de toneladas em cargas ferroviárias, mas ainda enfrenta subaproveitamento do modal.

O transporte ferroviário em Santa Catarina encerrou 2025 com 6,17 milhões de toneladas movimentadas, conforme dados da SPAF e da ANTT. A Ferrovia Tereza Cristina respondeu por mais de 3 milhões de toneladas, impulsionada pelo carvão destinado à termelétrica Jorge Lacerda e pelos contêineres enviados ao Porto de Imbituba.
A malha operada pela Rumo Logística registrou volume semelhante, com destaque para granéis agrícolas como soja e milho destinados ao Porto de São Francisco do Sul. Segundo o secretário da SPAF, Beto Martins, o potencial ferroviário segue subutilizado e os estados do Codesul buscam maior participação nas discussões nacionais sobre concessões e investimentos.
Carvão mineral e soja lideram a movimentação, somando juntos mais de 4,6 milhões de toneladas. O milho alcançou 853 mil toneladas e as cargas conteinerizadas ultrapassaram 566 mil. A FTC também elevou a performance do Porto de Imbituba ao responder por 43% da movimentação ferroviária de contêineres, índice que coloca a estrutura entre as mais eficientes do país.
Mesmo com 1.373 quilômetros de malha instalada, apenas 373 estão em operação no estado. Santa Catarina desenvolve dois novos projetos ferroviários e, em 2025, instituiu o Sistema Ferroviário Estadual, que permite ampliar o transporte por meio de concessões e autorizações privadas.
