EDITORIAL - Começo de semana de tensão e polarizaçao
12 Janeiro 2026 | Segunda-feira 16h19
Começar a semana assim, preso às algemas do acirrado debate ideológico não é a melhor forma. Definitivamente o país com um noticiário algemado pelo radicalismo não é o melhor caminho de um debate democrático e produtivo.
Digo isso porque de novo as redes sociais e os canais de comunicação, mesmo os oficiais, que há bem poucos dias se digladiava por um par de chinelos e as versões de interpretações de um comercial de televisão, hoje começa questionando a conquista brasileira no cinema mundial.
Isso porque Vágner Moura, dito identificado com a esquerda brasileira, ganhou o prêmio de melhor ator em drama no filme O agente Secreto.
A polêmica não é sobre o prêmio em si (que é amplamente celebrado tecnicamente), mas sobre como Wagner Moura usa e essas vitórias para validar uma visão política que associa o governo anterior ao fascismo, ao mesmo tempo em que o filme é visto como um espelho dessas tensões.
Não nego aqui a teoria da conspiração mergulhada neste mar de lamas da polaridade a índices quase doentios, mas bem melhor seria se apenas celebrássemos uma vitória no cinema. Se agentes cinematográficos fossem apenas agentes cinematográficos, desgarrados da necessidade de fazer proselitismo político.
Mas é o que há neste começo de dia. Mais polêmica sobre o que parece ser o tema preferido de quem freia os debates do desenvolvimento e do crescimento pessoal e coletivo, lutando para manter a discussão do país preso às marras dos extremos.
A quem interessa a sociedade atritada ao extremo? O interesse do autor da fala parece não ser difícil de se compreender, entender e saber qual é: $. Afinal, vem de uma vida patrocinada por programas de incentivo ao seu trabalho e parece que tem que existir a hora da compensação. Não discurso, nem discuto o que ele disse, mas sim o fórum onde foi feito. Por fim, vivemos na vida real, ao invés da cultura a militância cênica, ao invés do calçado firme o pé de chinelo.
Por isso, feito o registro, melhor mergulhar no que realmente interessa. Por isso esperamos fazer uma boa semana.
Digo isso porque de novo as redes sociais e os canais de comunicação, mesmo os oficiais, que há bem poucos dias se digladiava por um par de chinelos e as versões de interpretações de um comercial de televisão, hoje começa questionando a conquista brasileira no cinema mundial.
Isso porque Vágner Moura, dito identificado com a esquerda brasileira, ganhou o prêmio de melhor ator em drama no filme O agente Secreto.
A polêmica não é sobre o prêmio em si (que é amplamente celebrado tecnicamente), mas sobre como Wagner Moura usa e essas vitórias para validar uma visão política que associa o governo anterior ao fascismo, ao mesmo tempo em que o filme é visto como um espelho dessas tensões.
Não nego aqui a teoria da conspiração mergulhada neste mar de lamas da polaridade a índices quase doentios, mas bem melhor seria se apenas celebrássemos uma vitória no cinema. Se agentes cinematográficos fossem apenas agentes cinematográficos, desgarrados da necessidade de fazer proselitismo político.
Mas é o que há neste começo de dia. Mais polêmica sobre o que parece ser o tema preferido de quem freia os debates do desenvolvimento e do crescimento pessoal e coletivo, lutando para manter a discussão do país preso às marras dos extremos.
A quem interessa a sociedade atritada ao extremo? O interesse do autor da fala parece não ser difícil de se compreender, entender e saber qual é: $. Afinal, vem de uma vida patrocinada por programas de incentivo ao seu trabalho e parece que tem que existir a hora da compensação. Não discurso, nem discuto o que ele disse, mas sim o fórum onde foi feito. Por fim, vivemos na vida real, ao invés da cultura a militância cênica, ao invés do calçado firme o pé de chinelo.
Por isso, feito o registro, melhor mergulhar no que realmente interessa. Por isso esperamos fazer uma boa semana.

João Paulo Messer
Jornalista
