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Jogo Aberto

O tabuleiro eleitoral de 2026 já se move, e as peças revelam velhas práticas sob novas alianças.

Foto: Divulgação
26 Janeiro 2026 | Segunda-feira 07h36

O processo eleitoral de 2026 já está em curso quando o assunto é a disputa pelo governo de Santa Catarina. Como era esperado, o governador Jorginho Mello largou antes e oficializou, na prática, sua pré-campanha. Rifou o MDB e escolheu como vice o prefeito da maior cidade catarinense, Adriano Silva, do Novo.

E, como sempre acontece na política, basta alguém virar candidato para descobrirem sobre ele até o que nem ele próprio sabia. O bombardeio começou, e o alvo preferencial, por ora, é a incoerência. Adriano, que já fez críticas duras a Jorginho no passado, hoje caminha ao seu lado. Nada inédito, mas explorado com força nas redes sociais.

Incoerências são marcas da vida pública desde sempre. E, enquanto Jorginho redesenha seu entorno, sobra para o MDB. Nesse ponto, parece claro que o governador conhece melhor que ninguém a lógica da sigla aliada: ali manda o CPF, não o CNPJ.

Diferente da eleição passada, quando venceu praticamente sozinho, Jorginho agora depende de muitos aliados. Precisa deles para esvaziar adversários e para assegurar a própria vitória. Se antes se elegeu embalado pelo impulso de Bolsonaro, desta vez esse vento pode não soprar com tanta intensidade. Surge então a pergunta: o bolsonarismo perdeu força?

Afinal, ninguém duvida que João Rodrigues seja bolsonarista, talvez até mais que o próprio Jorginho. E Bolsonaro segue influente, distribuindo cartas e movimentando sua base mais fiel.

A grande questão é até que ponto essa força nacional influenciará a eleição para governador. Santa Catarina continua sendo o estado mais bolsonarista do país, como mostram as urnas. Mas o cenário agora é outro.

Vivemos tempos de incertezas, ou talvez de apenas uma certeza: o jogo político já começou, e as velhas práticas continuam em jogo.