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Deu a lógica no PSD

A substituição de Arleu por Clésio não deve surpreende

16 Janeiro 2026 | Sexta-feira 08h25
A formalização da substituição do pré-candidato a deputado estadual, anunciada nesta quinta-feira (15) pelo PSD é algo lógico e previsível. Era só questão de tempo. O próprio Arleu sabia desta possibilidade desde o dia em que foi colocado na condição de guardar a vaga. Na ocasião ficou sendo a justificativa para ele deixar a condição de pré-candidato a prefeito.

Aquela mudança sim teve ingrediente de surpresa, apesar de a lógica dos números de pesquisa justificarem a atitude. Uma coisa é sair da condição de candidato a prefeito, mesmo estando no trecho, outra é abrir mão para Clésio Salvaro como pré-candidato a deputado nove meses antes da eleição.

Na política não existe o irreversível ou irrevogável. Todos, como diz o folclore político, são soldados do partido.

Clésio vendeu a esperança de ser candidato a vice-governador de João Rodrigues quando sse sabe que uma chapa pura num jogo como o atual é impraticável. Quer dizer, ele sabia que não seria. No seus momentos de lucidez absoluta sabia que teria que ser candidato a deputado.

Com o movimento feito ganha Clésio porque sua eleição não discute se vai ou nao se eleger, mas sim qual é o tamanho do recorde de votos que deve bater em Criciúma. Ganha o articulador e construtor de todo este jogo Júlio Garcia que fará uma dobradinha em que num momento terá que puxar, na outra será puxado. Ganha Arleu porque não terá preocupaçoes com custos de uma campanha, tanto na questão monetária como no próprio desgaste físico e psicológico. Ganha o prefeito Vaguinho porque a lógica é que Clésio Salvaro sai da condição de crítico de bastidores para apoiador de linha de frente. E mesmo que Clésio fale que pretende disputar a prefeitura não será em 2028. Por fim, ganha o PSD que se consolida como o gigante do Sul. 
João Paulo Messer
Jornalista