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Caminhada que vira pressão

Ato em Brasília reuniu milhares e reforçou apelos por anistia e liberdade política.

Foto: Divulgação.
26 Janeiro 2026 | Segunda-feira 08h53
A "Caminhada pela Liberdade" chegou ao fim neste domingo, em Brasília, após 240 quilômetros percorridos desde Minas Gerais pelo deputado federal Nikolas Ferreira. O ato reuniu cerca de 18 mil pessoas na Praça do Cruzeiro, segundo o Monitor do Debate Político da USP, e marcou mais um capítulo da pressão por anistia aos condenados de 8 de janeiro e pela liberdade do ex-presidente Jair Bolsonaro.

Em clima de mobilização, o parlamentar adotou tom crítico ao STF, mas reforçou a orientação de evitar confrontos. Disse que a disputa não se vence "na marra" e pediu que os apoiadores usem a voz e o diálogo como estratégia.

Nikolas também alertou para que ninguém seguisse à Praça dos Três Poderes, argumentando que qualquer ato descontrolado daria o "motivo" que, segundo ele, adversários esperam.

A presença de Santa Catarina foi intensa. Lideranças catarinenses como Ana Campagnolo, Sargento Lima, Oscar Gutz e Zé Trovão participaram ativamente do ato, ampliando o coro pela revisão das condenações. Carlos Bolsonaro, pré-candidato ao Senado catarinense, também marcou presença.

Antes da chegada da comitiva, um raio atingiu a Praça do Cruzeiro e deixou dezenas de feridos. Segundo o Corpo de Bombeiros do Distrito Federal, 72 pessoas foram atendidas, 30 encaminhadas a hospitais e oito estavam em condição instável.