Editorial - Abertura do Programa João Paulo Messer desta sexta-feira 9 de janeiro de 2025

09 Janeiro 2026 | Sexta-feira 08h01
Infelizmente começamos esta sexta-feira com um raciocínio preocupante. Falo do que a política brasileira tem nos oferecido. Um cenário que mais parece um campo de forças, pois a moderação está substituída pelo antagonismo, ou seja, a polarização.
Esse fenômeno, chamado de polarização, ocorre quando o debate de ideias cede lugar ao racional. Atualmente, não se busca o consenso, mas a aniquilação do "outro". Hoje o o Congresso Nacional virou um espelho de uma sociedade doente.
O recente embate sobre o Projeto de Lei da Dosimetria, propondo alterações nas penas e no equilíbrio das sentenças judiciais revela como o sintoma perfeito dessa patologia social.
Aquilo que deveria ser uma discussão técnica e jurídica se transformou em um cabo de guerra ideológico. De um lado, o projeto é pintado como uma ferramenta de impunidade, enquanto de outro mais parece uma necessidade de contenção de abusos.
É a lógica do Tudo ou Nada.
A polarização impede que o texto legislativo seja analisado com sobriedade. Quando a política é pautada pelo medo e pela reação emocional a dosimetria das penas deixa de ser uma questão de Direito para virar uma questão de identidade de grupo.
Cada lado interpreta o projeto não pelo que ele diz, mas por quem o propõe ou o defende. As propostas de emendas ou ajustes técnicos são vistos como traição por militâncias digitais que exigem pureza ideológica.
Entram ainda os algoritmos que amplificam vozes extremas, sobrepondo a lógica de especialistas que tentam explicar que o equilíbrio das penas é fundamental para a estabilidade democrática.
A polêmica da dosimetria revela que o Brasil vive um estado de alerta constante, onde qualquer ajuste no sistema é lido como uma manobra conspiratória. Essa desconfiança institucional é o combustível que mantém a polarização acesa, impedindo que o país avance em reformas estruturais sem que estas sejam contaminadas pelo veneno do "nós contra eles".
Enquanto a política for tratada como um jogo de soma do zero, o rigor técnico da lei continuará sendo sacrificado no altar do populismo e do engajamento digital. A verdadeira dosimetria que o país precisa, ironicamente, é a do equilíbrio entre o diálogo e a firmeza democrática.
Esse fenômeno, chamado de polarização, ocorre quando o debate de ideias cede lugar ao racional. Atualmente, não se busca o consenso, mas a aniquilação do "outro". Hoje o o Congresso Nacional virou um espelho de uma sociedade doente.
O recente embate sobre o Projeto de Lei da Dosimetria, propondo alterações nas penas e no equilíbrio das sentenças judiciais revela como o sintoma perfeito dessa patologia social.
Aquilo que deveria ser uma discussão técnica e jurídica se transformou em um cabo de guerra ideológico. De um lado, o projeto é pintado como uma ferramenta de impunidade, enquanto de outro mais parece uma necessidade de contenção de abusos.
É a lógica do Tudo ou Nada.
A polarização impede que o texto legislativo seja analisado com sobriedade. Quando a política é pautada pelo medo e pela reação emocional a dosimetria das penas deixa de ser uma questão de Direito para virar uma questão de identidade de grupo.
Cada lado interpreta o projeto não pelo que ele diz, mas por quem o propõe ou o defende. As propostas de emendas ou ajustes técnicos são vistos como traição por militâncias digitais que exigem pureza ideológica.
Entram ainda os algoritmos que amplificam vozes extremas, sobrepondo a lógica de especialistas que tentam explicar que o equilíbrio das penas é fundamental para a estabilidade democrática.
A polêmica da dosimetria revela que o Brasil vive um estado de alerta constante, onde qualquer ajuste no sistema é lido como uma manobra conspiratória. Essa desconfiança institucional é o combustível que mantém a polarização acesa, impedindo que o país avance em reformas estruturais sem que estas sejam contaminadas pelo veneno do "nós contra eles".
Enquanto a política for tratada como um jogo de soma do zero, o rigor técnico da lei continuará sendo sacrificado no altar do populismo e do engajamento digital. A verdadeira dosimetria que o país precisa, ironicamente, é a do equilíbrio entre o diálogo e a firmeza democrática.

João Paulo Messer
Jornalista
