A escuta ativa como motor de políticas públicas mais humanas

A escuta coletiva ganhou força em Criciúma com a realização da plenária ?Do Estigma à Voz: HIV, diversidade e lugar de fala?, na noite de 10 de dezembro. O encontro reuniu representantes dos públicos atendidos pelo GAPAC e de entidades que defendem direitos fundamentais, com o objetivo de contribuir para a formulação do Plano Municipal de Saúde dos próximos quatro anos.
O debate trouxe à tona relatos marcantes sobre a convivência com o HIV, destacando a urgência de políticas públicas baseadas na humanização, no combate ao preconceito e na escuta de quem vive essas realidades. A plenária também serviu para fortalecer a articulação entre coletivos, que reivindicam atenção integral e respeitosa dentro do SUS.
Para Anne Schmitz, do GAPAC, a participação direta da comunidade foi decisiva. Já Júlio Zavadil, presidente do Conselho Municipal de Saúde, reforçou que o plano precisa nascer das ruas, e não dos gabinetes. As propostas serão sistematizadas pelo Conselho e encaminhadas à Secretaria de Saúde.
