Brasileiro não faz prevenção de saúde

A negligência na saúde pública no Brasil é um tema alarmante que merece reflexão aprofundada. É evidente que essa negligência começa nas altas escalas do governo, onde ações somente são tomadas após pressão, geralmente em situações que resultam em vítimas fatais. Essa dinâmica evidencia que sempre há consequência, nunca prevenção. Um exemplo recente dessa crise é a situação da meningite.
Quando os casos começam a aumentar, o governo inicia campanhas de conscientização e vacinação, mas fica a pergunta: o que se faz de concreto para evitar que esses problemas se agravem?
Muitas vezes, as campanhas de saúde tornam-se uma forma de desviar a atenção das falhas na gestão e, em alguns casos, uma oportunidade para práticas corruptas, nas quais os recursos da saúde pública acabam sendo mal administrados.
Além da atuação ineficiente do governo, percebe-se um padrão de comportamento na população. Muitos brasileiros não mantêm seus cartões de vacinação em dia. E, ao agirem assim, tornam-se semelhantes aos governantes, ou seja, só reagem quando a situação se torna alarmante. Essa falta de conscientização e planejamento resulta em surtos evitáveis, gerando crises de saúde.
As campanhas de vacinação, que deveriam ser uma prioridade, só alcançam seus objetivos quando uma ameaça já está instalada.
Isso evidencia a necessidade urgente de mudar essa atitude, tanto por parte dos governantes quanto dos cidadãos. Um país que deseja se afastar da negligência em saúde deve cultivar uma cultura de prevenção e responsabilidade compartilhada.
Criar uma consciência coletiva sobre a importância da saúde preventiva pode ser o remédio necessário para o nosso cotidiano.
A educação em saúde, o incentivo à vacinação e a transparência nas ações governamentais são fundamentais para mudar esse cenário.
É essencial que tanto o governo quanto a população entendam que negligenciar a saúde não é uma opção viável. Todos devem trabalhar em conjunto para construir um futuro mais saudável e seguro.
Afinal, a saúde é um direito de todos e um dever do Estado, mas também exige o compromisso de cada cidadão. A mudança começa com a conscientização e a responsabilidade de todos os envolvidos.
