Ex-governador acredita que seu partido encolheu ao optar por entrar no Governo Jorginho

11 Março 2026 | Quarta-feira 14h05
O ex-governador Eduardo Moreira não tem dúvidas que o MDB se apequenou e ele de forma cuidadosa lembra que avisou. "Eu avisei que não era para entrar no governo Jorginho, como foi feito", disse na entrevista desta terça-feira, na rádio Eldorado.
Moreira responsabiiza a bancada parlamentar do partido - estadual e federal - pela opção equivocada de entrar no governo. Lembrou que tanto Jerry Comper na Secretaria de Infraestrutura como Valdir Cobalchini na Agricultura não tinham mando sobre as suas pastas. "Na Infraestrutura, sempre quem mandou foi Ricardo Grando", lembra.
No cenário atual ele não acredita que haja outro caminho senão aceitar a condição de ficar com a vaga de vice-governador na chapa de João Rodrigues. Sobre a candidatura própria considera tarde demais. Para isso acha que o partido deveria ter começado trabalhar bem antes.
MINHA LEITURA
Moreira tem uma leitura sobria do cenário. Se o MDB se apequenou ele como líder se agigantou, pois cantou a pedra. Quer dizer, sua previsão de confirmou. É isso que diz, do alto da sua experiência. Na entrevista disse, repetidas vezes, o nome do ex-governador Luiz Henrique da Silveira, fato que lhe dá mais ouvidos atentos. Aos emedebistas só de ouvir a citação de LHS soa como um alerta para que ouçam o que o interlocutor está dizendo.
Moreira responsabiiza a bancada parlamentar do partido - estadual e federal - pela opção equivocada de entrar no governo. Lembrou que tanto Jerry Comper na Secretaria de Infraestrutura como Valdir Cobalchini na Agricultura não tinham mando sobre as suas pastas. "Na Infraestrutura, sempre quem mandou foi Ricardo Grando", lembra.
No cenário atual ele não acredita que haja outro caminho senão aceitar a condição de ficar com a vaga de vice-governador na chapa de João Rodrigues. Sobre a candidatura própria considera tarde demais. Para isso acha que o partido deveria ter começado trabalhar bem antes.
MINHA LEITURA
Moreira tem uma leitura sobria do cenário. Se o MDB se apequenou ele como líder se agigantou, pois cantou a pedra. Quer dizer, sua previsão de confirmou. É isso que diz, do alto da sua experiência. Na entrevista disse, repetidas vezes, o nome do ex-governador Luiz Henrique da Silveira, fato que lhe dá mais ouvidos atentos. Aos emedebistas só de ouvir a citação de LHS soa como um alerta para que ouçam o que o interlocutor está dizendo.

João Paulo Messer
Jornalista
