No cenário eleitoral o vai e vem no Partido Progressista

No jogo da política é tudo por dinheiro. Desenha-se um cenário eleitoral em Santa Catarina em que esta tese se confirma. Nesta semana, prefeitos do PP se declararam ao governador Jorginho Mello. Foram ao Palácio da Agronômica para manifestar apoio. Na saída, por certo, lembraram: "olha governador, a gente tem uns recursos a serem liberados". "Sim, sim, vão tranquilos", deve ter dito o governador.
No mesmo dia, a leitura que se fez é de que o partido destes prefeitos estaria com o governador nas eleições. No dia seguinte, 80 por cento dos líderes do mesmo partido, o PP, disseram, numa reunião, que preferem permanecer com o governador. O senador Esperidião Amin compareceu, mas não disse nada. Tinha um compromisso e teve que sair mais cedo.
Menos de um dia depois vem de Brasília a determinação de que o partido deve ser assumido em Santa Catarina por Esperidião Amin. E o que ele decidir todos terão que seguir. Inclusive os prefeitos aqui do Sul e todos aqueles 80 por cento que disseram que preferem Jorginho.
Amin ainda não disse quem ele prefere, mas quem ele preferir terá que ser a preferência de todos, inclusive dos prefeitos do PP aqui da região. A política é assim. Manda quem pode, obedece quem precisa.
Mas a curiosidade do cidadão deve ser: "e se o apoio não for a Jorginho, o dinheiro, aquele dos municípios, vem?". Afinal, o dinheiro do Governo do Estado é de quem?
Se os prefeitos foram lá declarar amor ao governador, foi porque amam os seus municípios e as suas gestões. Ou seja, fazem juras para garantir o dinheiro que precisam para governar. Mas este dinheiro é de quem? Do governador? Do pré-candidato? Ou de quem manda este dinheiro?
Lembro: é o dinheiro dos nossos impostos.
Tem algo diferente nisso tudo aqui em Santa Catarina? Não. É igualzinho aqui, no Maranhão, no Tocantins ou em Brasília.
É assim na vida fora da política também. Vorcaro era o cara enquanto tinha dinheiro. Tinha milhares de amigos. Agora ele é o bandido e ninguém o conhece mais.
O velho da lancha era o cara. A lancha afundou. Só se salvou quem sabia nadar, porque ele ficou.
Salve-se quem puder.
Dinheiro é poder, poder é dinheiro e assim construímos governos, mandatos e o dia a dia de nossas vidas.
