No confronto da Globo, os candidatos mostraram que, quando o assunto são propostas, deixam muito a desejar.

Fazer análise do debate dos candidatos Flávio e Lula na Globo, nesta sexta-feira, não é papel para quem está tão distante. Pelo menos a gente, se tratando de jornalismo. Para fazer o melhor, eu deveria estar na plateia, conferindo o que aconteceu nos bastidores. Esse não é o meu caso. Fiquei apenas diante da televisão, como todos os eleitores.
Poxa, mas então é isso que precisa ser usado para análise. Afinal de contas, o que a gente quer saber é como o mero telespectador, eleitor, ficou impactado pelo debate. Me parece que pouca gente decidiu voto a partir do que viu nesta sexta-feira. Nenhum fato novo foi reeditado, uma tentativa suave da questão do Lago Paranoá e alguns poucos ensaios.
Se for pela conclusão de mero eleitor, e não de analista, eu diria que os indecisos ficaram ainda mais indecisos. Os que já votaram em um candidato vão repetir o voto no segundo turno.
O debate da Globo foi mais engessado e mais propositivo do que o da Band. Só que, para a plateia que está na torcida para ver quem lacra mais, o debate frustrou. No último bloco, os candidatos reeditaram um pouco da baixaria do que aconteceu no debate anterior.
Ao meu ver, o debate não proporcionou aquilo que Lula precisava, que era um fato realmente novo. Mas o mais lamentável de tudo é que, mesmo que tenham surgido fatos lamentáveis para políticos que disputam a Presidência do Brasil, seja no primeiro ou nesse segundo debate, nada parece impactar o eleitor brasileiro.
Estamos vivendo um tempo de tanta baixaria que aquela figura das lavadeiras que se rasgam falando mal umas das outras, ou então daquelas prostitutas que brigam puxando o cabelo da outra, é mera coincidência com a disputa da Presidência do Brasil.
Pobre Brasil varonil!
