EDITORIAL: O Sul é o grande vencedor desta eleição

De novo, não temos nome na majoritária. Isso era sabido. Mas o Sul tem sete deputados estaduais e sete deputados federais.
A campanha do Voto Pelo Sul funcionou e funcionou bem.
Nunca tivemos um resultado tão expressivo em se tratando de representação na Câmara dos Deputados. Nenhuma cidade jamais conseguiu a façanha que Criciúma, sozinha, alcança: ter sete deputados federais, de diferentes perfis e correntes ideológicas. Tem direita, tem esquerda, tem centro, tem agro e tem a ponderação de um dos políticos mais experientes do Estado.
Num Estado e numa região amplamente conservadores, de direita, foi feita barba, cabelo, bigode e sem careca, como definiu ontem o comentarista Upiara Boschi.
Flávio Bolsonaro chega na frente para o segundo turno, antes mesmo de receber os votos dos candidatos que dividiram a direita.
O Brasil abre horizonte para o cenário que deseja, busca e sonha, como alternativa para reverter o quadro de um país decadente na economia, na moral, nos costumes e naquilo que é básico a uma sociedade: a segurança na Justiça.
A eleição de ampla maioria de direita no Senado Federal traz a expectativa de que os absurdos do Supremo Tribunal Federal não sejam mais tolerados e de que os ministros que, até agora, vinham brincando de casinha na mãe Joana com a pátria Brasil tomem o caminho do que preconiza a Justiça ou é melhor ir arrumando as malas.
A resposta dada nas urnas, especialmente na metade sul do Brasil, parece ter deixado claro aos novos senadores que não há mais espaço para a inoperância dos que lá estão até então.
Está começando o que eu acredito ser o último movimento antes de uma revolução social.
As urnas nos deram luz àquela expressão: agora vai ou racha.
