A interpretação das entrelinhas do primeiro debate entre os candidatos ao governo do Estado

08 Agosto 2026 | Sábado 20h00
A repercussão do primeiro debate entre os candidatos ? que foram ? ao governo de Santa Catarina me surpreende, em altos pontos. Afora a leitura apaixonada ? não tem nada de ideológico ? os ditos isentos olharam para questões que surpreendem. Quem sabe o que mais me chamou a atenção na interpretação do debate foi da própria equipe da ND, que chamou bastante a atenção à quantidade de água bebida pelo candidato Ralf Zimmer.
Leitura importante, pois pode revelar a tensão do candidato, embora alguns confundam esta interpretação como uma mera anotação visual.
Minhas anotações remetem à perfeita tabelinha de João Rodrigues e Gelson Merísio, enquanto a tentativa de Ralf Zimmer em disfarçar o papel de defensor de Jorginho Mello teve que ser sutilmente alterada por ele mesmo. A tabelinha de João e Merísio tem muita lógica, pois ela pode levar a eleição ao segundo turno, o que o principal objetivo de ambos.
Já nos pontos levantados a oportunidade da oposição em tentar colar a pecha de mal administrador de recursos ao falar de que há muito dinheiro. Chegou a se falar em uma espécie de poupança sendo feita com dinheiro público.
Enquanto Ralf buscou, o tempo todo, colar desgastes de governos passados em João Rodrigues, hoje seus aliados, Merisio nem precisou responder uma única vez sobre o governo Lula. O presidente passou à margem do debate e quando foi citado para ser citado como um aliado que o Estado deveria ter buscado.
Até quando João e Merísio trataram de turismo, atiraram direto no governador, colando nele a figura de quem prejudica a imagem do Estado com os rótulos do radicalismo de direita.
Apesar de todos os prejuízos que um candidato ausente, eleito no debate como alvo principal, pode ter, Jorginho não me parece ter sido tão prejudicado.
Mais do que os analistas do debate e os próprios organizadores, quem mais terá trabalho ? com capacidade de influenciar o voto ? são os criadores de conteúdo dos candidatos. Os recortes escolhidos podem ser boas ferramentas.
Leitura importante, pois pode revelar a tensão do candidato, embora alguns confundam esta interpretação como uma mera anotação visual.
Minhas anotações remetem à perfeita tabelinha de João Rodrigues e Gelson Merísio, enquanto a tentativa de Ralf Zimmer em disfarçar o papel de defensor de Jorginho Mello teve que ser sutilmente alterada por ele mesmo. A tabelinha de João e Merísio tem muita lógica, pois ela pode levar a eleição ao segundo turno, o que o principal objetivo de ambos.
Já nos pontos levantados a oportunidade da oposição em tentar colar a pecha de mal administrador de recursos ao falar de que há muito dinheiro. Chegou a se falar em uma espécie de poupança sendo feita com dinheiro público.
Enquanto Ralf buscou, o tempo todo, colar desgastes de governos passados em João Rodrigues, hoje seus aliados, Merisio nem precisou responder uma única vez sobre o governo Lula. O presidente passou à margem do debate e quando foi citado para ser citado como um aliado que o Estado deveria ter buscado.
Até quando João e Merísio trataram de turismo, atiraram direto no governador, colando nele a figura de quem prejudica a imagem do Estado com os rótulos do radicalismo de direita.
Apesar de todos os prejuízos que um candidato ausente, eleito no debate como alvo principal, pode ter, Jorginho não me parece ter sido tão prejudicado.
Mais do que os analistas do debate e os próprios organizadores, quem mais terá trabalho ? com capacidade de influenciar o voto ? são os criadores de conteúdo dos candidatos. Os recortes escolhidos podem ser boas ferramentas.

João Paulo Messer
Jornalista
