Editorial: Nossos ídolos são a nossa esperança

19 Maio 2026 | Terça-feira 08h14
A nossa inclinação à criação e adoração de ídolos é um fenômeno que encontra no futebol, na política e na religião o terreno fértil. E sob esta perspectiva positiva se busca por figuras de destaque que funciona como um poderoso motor de coesão social. Os ídolos personificam nossas virtudes, inspiram a superação e oferecem um senso capaz de unir multidões sob a mesma bandeira, tudo por uma paixão.
Não se deve esquecer, entretanto que o perigo está na linha tênue entre a admiração saudável e o fanatismo cego. Quando a devoção anula o senso crítico, a sociedade adoece. No futebol, a paixão pode virar violência. Na política o debate democrático é substituído pelo culto à personalidade e pela polarização destrutiva. E na religião a fé pode ser um instrumento da intolerância. É só olhar ao redor do mundo. Tomara que isso nunca chegue aqui e que acabe no mundo todo.
Todo esse apego excessivo a figuras que transformamos em ídolos reflete, no fundo, a nossa própria resistência em assumir a responsabilidade pelas transformações que todos devemos gerar. Ao terceirizarmos nossas esperanças a salvadores da pátria ou a heróis dos gramados, fragilizamos as instituições e nos esquecemos de que a evolução de uma sociedade depende do esforço de cada cidadão, e não de uma figura mitológica, seja para ganhar uma copa seja par ao que for.
Não se deve esquecer, entretanto que o perigo está na linha tênue entre a admiração saudável e o fanatismo cego. Quando a devoção anula o senso crítico, a sociedade adoece. No futebol, a paixão pode virar violência. Na política o debate democrático é substituído pelo culto à personalidade e pela polarização destrutiva. E na religião a fé pode ser um instrumento da intolerância. É só olhar ao redor do mundo. Tomara que isso nunca chegue aqui e que acabe no mundo todo.
Todo esse apego excessivo a figuras que transformamos em ídolos reflete, no fundo, a nossa própria resistência em assumir a responsabilidade pelas transformações que todos devemos gerar. Ao terceirizarmos nossas esperanças a salvadores da pátria ou a heróis dos gramados, fragilizamos as instituições e nos esquecemos de que a evolução de uma sociedade depende do esforço de cada cidadão, e não de uma figura mitológica, seja para ganhar uma copa seja par ao que for.

João Paulo Messer
Jornalista
