CapaCidadeDigitalEconomiaEm focoMesser 20 anosPolíticaSaúde
Notícias

A divisão por três é avanço

EDITORIAL - Do mundo que acontece sem muitos verem, recolhe-se uma equação que sugere a divisão em três.

Três palanques, um país fragmentado e nenhuma certeza de futuro.
10 Fevereiro 2026 | Terça-feira 07h49

A leitura política nacional, hoje, é de que estamos divididos em três diferentes grupos. E não se trata dos decididos, dos que estão em dúvida e dos indecisos. Falo da divisão entre três candidaturas. A leitura das pesquisas indica um Brasil de Lula, outro de Bolsonaro e um terceiro que não quer nem um nem outro.

Essa interpretação vale para as reflexões que sejam feitas todos os dias até outubro, quando vamos decidir o voto presidencial. Esse processo é simples de entender. Faz parte do jogo. Em nenhum dos lados existe a certeza ou a garantia de um futuro muito diferente do que temos até os dias de hoje.

Óbvio, para muitos, a terceira via vem com as dúvidas naturais daquilo que não conhecemos. Lula, Flávio Bolsonaro e um terceiro nome que pode ser Ciro, Ratinho Júnior ou, muito pouco provável, Eduardo Leite, governador gaúcho. De todos, as pesquisas revelam o governador do Paraná com o melhor cenário. Mas falamos de pesquisas a mais de sete meses das eleições. É cedo para tomar decisões.

Mas o fato é que o Brasil, hoje, está dividido em três. A leitura de analistas, especialistas e ativistas de todas as correntes remete seu pensamento nesse sentido. Por isso, a partir de agora, vamos ouvir muito sobre isso.

Mas o fato é que há muito tempo até a eleição. Menos para os partidos, que correm contra o tempo tentando interpretar o que há na mente de cada brasileiro. O que há na cabeça desses líderes nós sabemos: vencer a eleição. Alcançar o poder. Pouco sabemos sobre o nosso futuro, mas parece óbvio que pior do que está não deve ficar.